Talentos: Sua Empresa Sabe Identificá-los?

Quando mencionamos a palavra talento automaticamente surge em nossa mente alguns nomes: Ronaldinho no futebol, Marco Nanini no teatro ou Steve Jobs no mundo dos negócios, por exemplo. São pessoas populares. Gente que, por uma combinação de fatores conseguiu feitos espetaculares em sua área de atuação.

Depois de terem feito o que fizeram, todos nós reconhecemos facilmente esses grandes profissionais. Difícil mesmo é identificá-los antes deles terem chegado onde chegaram. Quem apostaria em Ronaldinho quando este ainda era apenas mais um garoto pobre? Quem contrataria Steve Jobs quando ele ainda era um rapaz mal cheiroso, com hábitos nada convencionais e, na realidade, bem grosseiro no trato com as demais pessoas? Poucos.

Essa não é uma tarefa fácil. Identificar indivíduos com alto potencial, mas que ainda não possuem grandes feitos em seu portfólio exige conhecimento de negócios e de pessoas.

Mas o que é um talento?

Pelo dicionário talento é uma capacidade distintiva de alguém para fazer alguma coisa. Algo que sobressai, uma vocação. Mozart tinha vocação para a música, Pelé para o futebol, Lula para a retórica e para a comunicação.

O problema dessas definições é que elas criaram certo mito de que com talento tudo se resolve. Fica quase subentendido que o sujeito talentoso, portanto, é capaz de fazer milagres, em tempo rápido e, praticamente sem esforço. Nada mais enganoso.

O talento basta?

O talento, essa inclinação natural para realizar com facilidade tarefas que para outros seriam muito difíceis, é um condição básica para que as pessoas sejam bem sucedidas. Sozinho, no entanto, ele é quase inútil ou, até, prejudicial ao seu portador.

Todos os dias vemos um monte de sujeitos talentosos visivelmente desperdiçando a capacidade que possuem. Em muitos casos, percebemos o quanto essas pessoas se sentem frustradas, por reconhecerem que possuem o talento citado, mas que não conseguem os resultados que gostariam em sua vida profissional ou pessoal. O que falta?

É preciso colocar os talentos à prova. Vejamos isso em alguns casos concretos. João tem uma capacidade fantástica de negociar, dificilmente sai de uma mesa de reunião com um cliente sem um bom negócio. Márcia tem uma capacidade insuperável de analisar números e identificar a melhor decisão a ser tomada. O primeiro poderia ser um executivo de vendas fantástico. A segunda, uma analista financeira de primeira linha.

Na vida real, João foi demitido recentemente: era desorganizado, realizava poucas visitas e não batia as metas estabelecidas. Márcia atua como analista jr em uma empresa há 3 anos, mas foi preterida em uma promoção em detrimento de uma outra profissional, com menos capacidade, mas que conseguia se relacionar com todos na empresa. Em ambos os casos, temos dois talentosos em apuros.

Talento sozinho não é tudo.

Uma capacidade superior em determinada área do conhecimento pode gerar um desempenho ótimo em determinadas atividades e, conseqüentemente, ser motivo de crescimento profissional. Quando estes talentos não vêm acompanhados de algumas competências, no entanto, ficam desperdiçados e não geram os resultados que deles se esperam.

Ao procurar profissionais com alto desempenho temos um trabalho intenso para identificar aqueles realmente talentosos. Esse é apenas o primeiro passo, no entanto. Em seguida é necessário avaliar entre os previamente aprovados quais deles reúnem competências que os levarão a resultados superiores no curto, médio e longo prazo.

As competências comportamentais criam condições para que o talento se materialize em resultados. Nos casos citados, a capacidade analítica da Márcia precisa ser completada com a capacidade de dialogar com as demais pessoas. Isso é fundamental para ela, tanto para conseguir obter as informações que precisa em tempo e qualidade necessários, como para poder conseguir convencer seu chefe a fazer as mudanças que precisam ser feitas.

No caso do João, a capacidade de organizar seu trabalho e a energia para realizar inúmeras ligações até obter as visitas necessárias são fundamentais para que ele consiga estar mais vezes à frente dos clientes e, assim, alcançar o volume de contratos suficientes para bater a meta.

Ao selecionar executivos para formar seu time, fique atento. Esses profissionais talentosos têm a determinação necessária para vencer os desafios que se colocarão? Possuem capacidade de relacionar com os demais, de modo a formar uma equipe vencedora? Seus interesses de longo prazo coincidem, no geral, com os da empresa? Seus valores são congruentes com aqueles predominantes na companhia?

Não tenha vergonha de admitir que não sabe realizar essa avaliação. É preciso talento para selecionar talentos e, talvez, esse não seja o seu. A sabedoria, nesse caso, está em buscar empresas especializadas para essa atividade. É o que a Oliveira Campos Consultoria vem fazendo há quase 15 anos.

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