SEU ESCRITÓRIO DÁ LUCRO?

O lucro é um indicador de resultado fundamental para qualquer empresa. Isso por que, em última instância, é a partir dele que 1) os sócios obtêm o retorno dos investimentos que fizeram, 2) novos investimentos são realizados visando o crescimento da firma, e 3) implantam-se projetos para melhoria das condições de trabalho de todos que nela atuam.
Apesar dessa importância, sempre ficamos impressionados com a quantidade de sócios jurídicos que nos procuram e têm dificuldades em responder a pergunta acima: seu escritório dá lucro? Para aqueles que conseguem respondê-la, ainda assim, há pouca clareza do que fazer a partir deste número, ou seja, do que ele significa e como tomar decisões para melhorá-lo.

Este também é seu caso?

Se for, fique atento. Em um período de restrições econômicas, como o atual, o mau entendimento do que é e como gerenciar o lucro pode levar seu escritório a situações críticas, ou mesmo ao fechamento.  Em mais de 16 anos de consultoria no mercado jurídico, notamos que esse quadro é agravado por três fatores chaves:

  • confusão entre pró-labore e retirada de lucros;
  • alocação imprecisa dos valores recebidos ou pagos pelo escritório;
  • elaboração apenas de um número genérico de lucro, que não ajuda na tomada de decisão.

Vamos elucidar rapidamente estes três aspectos.

A confusão entre o que é pró-labore e retirada de lucro é algo generalizado principalmente nos escritórios de pequeno e médio portes. Para relembrar: pró-labore é a remuneração fixa mensal do sócio. Ou seja, se tivéssemos que contratar no mercado alguém para realizar suas funções, este é o valor que pagaríamos mensalmente ao profissional pelo trabalho.

 

Retirada de lucro, por sua vez, é a parte do resultado da firma que será apropriada pelos sócios ao fim do exercício. Este valor é computado ao final de um período maior, normalmente 12 meses. Na analogia anterior, do executivo contratado do mercado, a retirada de lucro é uma espécie de bônus, que seria pago ao profissional por ele ter gerenciado adequadamente os negócios no período.

 

Parece simples. O problema é que muitos sócios administram as finanças de seus escritórios com a premissa de que “o bolso da firma e o meu são o mesmo bolso”, conforme citado por um de nossos clientes. Isso os leva a não definir um valor fixo de pro labore e a pagar contas pessoais pelo caixa da banca.

Com essa prática o escritório fica sem referência: afinal, mesmo em um mês de boa receita a firma pode apresentar prejuízo, pelo simples fato de um dos sócios ter comprado um apartamento novo. Ou, em outros momentos, o escritório pode ter resultado positivo, simplesmente pelo fato de um dos sócios ter gasto menos do que o habitual em suas contas pessoais.

O ideal é que pró-labore e retirada de lucro sejam tratados de modo bem distintos. Ao primeiro é atribuído um valor fixo, o qual é lançado mensalmente entre os custos jurídicos do escritório. O segundo, por sua vez, deve ser registrado anualmente e fora das contas operacionais, com seu mesmo nome de origem, ou seja: retirada de lucros.

O segundo aspecto que chamamos atenção nas finanças dos escritórios tem relação com o item anterior e diz respeito à alocação imprecisa dos dados financeiros. Não é raro vermos montantes recebidos a título de ressarcimento de custas dos processos serem somados às suas receitas de honorários. Também é comum ver despesas de viagens dos sócios para prospecção de clientes serem registradas como custos de clientes.

 

É importante que escritório tenha o que denominamos em finanças um bom plano de contas. Ou seja, uma descriçãoclara de onde devem ser lançadas as diversas entradas de capital no escritório, bem como todas as suas saídas. Isso evita que em cada mês um dado seja registrado em local distinto do anterior, perdendo a base de comparação. Isso também facilitará a criação de centros de custos e permitirá a análise das áreas ou unidades do escritório que são deficitárias ou lucrativas, a despeito do resultado geral da firma.

 

Nesse ponto, chegamos ao terceiro aspecto de dificuldades dos escritórios com relação ao lucro: a existência de apenasum número geral. É frequente, ao implantarmos controles financeiros em escritórios de advocacia, percebermos que o mesmo até gera resultado, mas que este é muito desigual, seja entre as diversas áreas da banca ou entre seus distintos clientes.

 

Nesses casos, o lucro geral positivo frequentemente mascara os resultados parciais negativos. Isso faz com que as decisões sejam tomadas com base em números genéricos, perpetuando ou aumentando as distorções. Recentemente, ao implantarmos nosso método de análise financeira em um importante escritório de advocacia, descobrimos que dos 20 clientes da banca, 10 davam bons resultados, 6 apenas se pagavam e 4 simplesmente davam prejuízo. Alguns, há mais de 1 ano!

 

Uma vez obtidas e analisadas as informações, o escritório conseguiu tomar decisões precisas que melhoraram em quase 20% seus resultados.

E o seu escritório? Dá lucro? Se você ainda tem dúvida sobre isso ou se tudo que avalia é um único número final, fique atento. Mais do que nunca, 2018 é um ano de muita análise e de pouca margem para erro nas ações. É provável que sua primeira e mais sábia decisão neste início de ano seja a de implantar uma ferramenta de controle e planejamento financeiro em seu escritório. Que tal começar agora?

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