INFORMAÇÃO QUE VICIA

O uso cada vez maior de aparelhos como smartphone e iPhone atrelado à proliferação dos canais de comunicação à distância como Whatsapp, Messenger e redes sociais, fez nascer um novo tipo de usuário: o infoholic, viciado em informação, que usa a tecnologia para manter-se conectado aos amigos ou ao mundo corporativo 24 horas por dia.

Atualmente, não é incomum ver alguém em um restaurante ou em uma loja com a atenção mais voltada ao seu celular do que ao mundo ao seu redor. E não é para menos. O mundo produz cerca de 1,5 bilhão de gigabytes de informação impressa ou audiovisual por ano, e estima-se que já possua muito mais que 4 bilhões de páginas da internet. Estes dados justificam o crescente número de pessoas incapazes de se desconectar do universo virtual.

O diretor da Veus Technology, Marcelo Botelho, é um infoholic assumido. Ele trabalha em uma empresa que desenvolve plataformas para celular, especialmente na área da saúde, como o sistema que possibilita aos laboratórios enviarem laudos de exames ou confirmação de consultas por SMS. Na vida pessoal, o mundo digital também está bem presente. O executivo se comunica com a família por Whatsapp, Messenger ou Skype toda vez que viaja a trabalho. Segundo ele, seu filho já é familiarizado com o computador desde pequeno, justamente pela necessidade de se comunicar com o pai durante suas viagens de negócios.

“Tenho três telefones celulares com diferentes funcionalidades e recursos. Uso os celulares o tempo todo, para falar de tudo e sobre tudo, desde um pequeno lembrete a uma longa conversa, seja pessoal ou profissional. Porém, o Nokia é apenas para uso pessoal, enquanto os outros dois, para uso profissional. Uso nos celulares o FRING para acessar meu ramal digital da empresa, além do contato por MSN e aplicativos residentes para leitura/envio de e-mail”, conta Botelho.

O executivo admite que não consegue ficar um dia inteiro sem utilizar e-mail, Whataspp, Skype ou outro modo de comunicação virtual. “Sempre tenho um aparelho celular com cobertura ativa para receber, pelo menos, os SMS de monitoramento dos nossos serviços, que operam 24 horas por dia, todos os dias.”

Outro que se define um infoholic é o publicitário e diretor da agência Rae,MP, é Marcelo Ponzoni. “O que seria da minha vida se não fosse o meu smartphone? Eu tento me policiar, mas é difícil viver sem meu celular multitarefa”, admite o executivo.

Logo pela manhã ele já acessa seus e-mails, suas mensagens, pedidos de aceitação no Linkedin, citações no Twitter, entre outras tarefas que envolvam o mundo virtual. “Posso fazer uma alusão que vida de publicitário é parecida com vida de corretor da bolsa de valores. Se ele ficar um só segundo sem suas várias telas de Home Broker, cotações ou notícias do mercado, a vida para. Nossa dinâmica diária é bem parecida. Se ficarmos uma hora sequer sem visualizar os emails, navegar pelas redes ou sem saber como anda a movimentação do segmento, estamos parados. O mercado exige atualização instantânea”, defende Ponzoni.

OUTRO LADO DA MOEDA

Entretanto, apesar da sua praticidade, a comunicação digital pode ser prejudicial aos relacionamentos pessoais e profissionais se não houver um equilíbrio entre mundo virtual e real. É preciso saber a hora de promover um encontro pessoal e não ficar somente por trás da tela do computador. “O contato por e-mail, por exemplo, é frio e permite uma série de fragilidades na comunicação. Eu mesmo, várias vezes, dei respostas rápidas por e-mail que me custaram problemas como má interpretação. Portanto, em determinadas situações, acredito que um e-mail ou SMS nunca substituirão o encontro pessoal”, defende Botelho.

Mesmo sendo infoholic, Ponzoni admite ser um adorador da comunicação ao vivo. “A tecnologia alia distância à facilidade de acesso rápido. Mas, em um mundo cada vez mais veloz, é no contato próximo que conseguimos ações mais assertivas e percebidas de forma real. Em um ambiente corporativo em que há um crescimento estrutural voraz, é preciso conhecer e reconhecer quem está sentado na mesa ao lado. Façamos uso da tecnologia para aumentar nossa rede, aproximar a informação que precisa de imediatismo. Porém, vamos utilizá-la com sabedoria de forma que o contato interpessoal seja a ponta final para resolução do entendimento”, defende.

Para o palestrante e consultor de vendas da Seleta Educação Profissional, João Alberto costenaro, não se deve usar a tecnologia para justificar o surgimento dos infoholics. Segundo ele, a culpada é a ansiedade pela qual esse grupo foi tomado. É como se a pressão e a competitividade do mundo atual exigissem estar por dentro das notícias e das informações que a internet instantaneamente disponibiliza. “É evidente que a telefonia celular e o e-mail, por exemplo, se tornaram ferramentas fantásticas para o trabalho, tendo ampliado os limites geográficos na atuação das empresas e oferecido uma velocidade operacional extraordinária. Mas jamais podemos nos tornar reféns da tecnologia e deixando de lado outras atividades que não dependam dela. Acredito que aqueles que vão concentrando o contato só nos meios virtuais perderão competitividade em relação àqueles que conseguem fazer um mix das duas formas de relacionamento”, finaliza costenaro.

“Não há tecnologia que substitua uma boa conversa em um bar ou na casa de um amigo. Mesmo conversando com alguns amigos todos os dias no MSN ou skype, sinto a necessidade de vê-los pessoalmente. Espero que as novas gerações não percam isso”, frisa o jornalista e mestre em comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, Franthiesco Ballerini.

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