É Realmente Possível Aprender a Liderar Pessoas?

Em quase dezessete anos trabalhando com desenvolvimento de executivos percebemos que algumas perguntas aparecem de modo recorrente.

Entre as mais citadas estão: será mesmo possível aprender a liderar? Se sim, quais os melhores instrumentos para isso? Bons livros? Bons cursos de capacitação? Sessões de Coaching? Terapia? Treinamento prático?

Entre as pessoas que ocupam posição de comando as respostas a estas questões variam, principalmente em função de seu nível educacional e de como as mesmas alçaram a posição hierárquica que no momento ocupam.

Baseado em nossa experiência e nos principais conceitos relacionados ao desenvolvimento de competências, procuraremos responder essas perguntas no transcorrer deste artigo.

Líder & Gerente

Primeiramente, é preciso dizer que, embora a literatura gerencial faça distinção entre líder e gerente, aqui trataremos ambos os conceitos como sinônimos.

Nosso objetivo principal é evidenciar a forma como são adquiridas as competências fundamentais para se exercer a liderança ou a gerência nas organizações.

No que os dois conceitos têm em comum é possível afirmar que tanto liderar como gerir implicam fazer com que certas atividades sejam feitas a partir do esforço de outras pessoas.

Gestor, portanto, é alguém que define os resultados a serem alcançados, mostra como a tarefa deverá ser feita e promove as condições para que o trabalho se efetive.

Implícito nesse conceito estão diversos conhecimentos necessários ao gestor para que ele atinja os objetivos pretendidos. Por exemplo, como organizar as tarefas em uma melhor seqüência, como estabelecer os recursos necessários, como selecionar as pessoas adequadas à realização do trabalho, como controlar passo a passo cada etapa, como lidar com as insatisfações de cada colaborador? Etc.

O contexto real

Mais do que isso, gerir inclui saber lidar com o contexto real em que tudo acontece. O cliente está pressionando pela entrega do produto? Os resultados da empresa estão em declínio? Como está o moral dos colaboradores no momento? Como está seu próprio moral diante da situação da empresa e do trabalho? As máquinas estão velhas? Como minimizar esses problemas e aumentar as chances de êxito?

É fácil perceber que todos os conhecimentos citados podem ser desenvolvidos mediante processo de aprendizagem. Alguns, naturalmente, são mais fáceis de serem adquiridos, outros, bem mais difíceis.

Todos, no entanto, são fundamentais para que a missão do gestor (fazer com que os objetivos sejam alcançados mediante as pessoas) seja alcançada.

A mistura

A qualidade dos conhecimentos adquiridos dirá muito sobre a liderança exercida. É como na culinária, em que os ingredientes utilizados interferem diretamente no sabor final do prato. Apesar disso, todo bom chef sabe que não basta uma boa receita e bons ingredientes.

Há uma certa magia no ato de misturar, no tempo de cozimento, um toque pessoal que confere o sabor diferenciado à obra.

Na gestão de pessoas não é muito diferente. Bons programas de capacitação, bons livros, uma boa formação acadêmica, são ingredientes fundamentais para o desenvolvimento dos gestores nas empresas.

Sozinhos, no entanto, estes conhecimento acabam gerando um saber sem vida, ótimos para serem colocados nas prateleiras, ou para serem citados em palestras, mas que poucas vezes nos ajudam a resolver problemas concretos no dia a dia.

Nossa experiência e nossos estudos sobre gestão de pessoas mostram que a competência de liderar está em nossa capacidade de combinar recursos pessoais (talentos, habilidades, conhecimentos, etc.) para lidar com situações concretas que o convívio com as pessoas apresenta. Isso tudo implica mais do que desenvolvimento intelectual.

É necessária uma boa dose de autoconhecimento e capacidade de lidar com as próprias emoções.

É nesse aprendizado emocional que se encontra o toque diferenciador entre os gestores.

Treinamento: Liderança Eficaz

A boa notícia é que isso também se aprende. O Programa Liderança Eficaz, desenvolvido pela Oliveira Campos Consultoria e atualmente em sua 19ª. Turma, foi concebido de modo a fazer com que

os participantes percebam seus próprios comportamentos, quais as emoções e sentimentos que os levam a agir desse modo, bem como qual impacto que seus atos geram nas demais pessoas do time.

É revelador verificar que, tão logo os participantes descobrem isso, eles passam a agir de modo diferenciado e, conseqüentemente, a obter resultados superiores. Mais do que isso, eles passam a construir novas relações com as pessoas com quem trabalham, baseadas na confiança e na ajuda mútua. Criam, assim, uma espiral de desenvolvimento próprio e de sua equipe. O mais importante, é ter a coragem de começar. Está pronto?

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